sexta-feira, 19 de março de 2010

Tempo

Tempo.. Seria ele algo tão precioso? 
O tempo que você amou, o tempo que você chorou, o tempo que ainda lhe resta. 
É realmente difícil determinar se ele é importante ou não. 
Veja-me, por exemplo: 
Se contasse o tempo em que vivi aos prantos desde que você partiu, diria que o tempo era insignificante, que de nada valeu,  ainda que isso tenha durado dois anos ou até mais; destruição total. Já sentiu o doce gosto da dor? Viciante, melancólico e intenso.
Se contasse com o tempo que me resta, bem.. Precioso, certas horas. Pela primeira vez em anos me permiti sonhar. Mas como sei que não deveria ter acreditado na sorte, uma vez mais ela me pega pelas costas; novamente destruição. Não sei exatamente o tempo que me resta; mas não é muito, garanto. É  um simples pesar que carrego comigo, tentando esquecê-lo para aproveitar tudo o que ele tem a me oferecer. 
Se contasse o tempo que amei... Eterno, eu diria. Ainda que rostos e corações mudem, algo que em vida ou morte vai estar enterrado em mim é o amor. Torturante, bendito, humilhante. 


Enquanto perco meu tempo com coisas fúteis, aguardo o que me espera ao anoitecer, ansiosa por encontrar seus olhos escuros. Fiel, me atrai. Me azeda. Me adoça e me faz viver. 

2 comentários:

  1. Por ser motivo de tantas controvérsias e redundâncias, talvez não seja mesmo importante. Faz parte da grande távola redonda de doenças que o homem criou para si próprio, afinal de contas. São coisas abstratas, imaginárias e retóricas.

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  2. Como disse ali em cima, não acredito mesmo que seja. Um segundo, por exemplo, pode ser muito mais doce e especial do que anos de sofrimento.

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