sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Canção da Verdade


A luz desse amor
É um sol que arde
Tinge o presente
Com os tons de um passado

Invade a minha mente
Com cores e paz
Me faz cruzar
Espaço e tempo
E a verdade
enxergar

Essa verdade
É uma canção
Que foi escrita num tempo distante
É a voz desse amor que vibra no meu coração

Esse amor que arde
Vida após vida
Sol que renasce no fim da tarde
Canção da verdade que nunca vou esquecer...

Na voz de um amor que sempre vai viver.
* Letra do anime InuYasha, em homenagem à Ana Carolina, minha amiga mais apaixonada! haha

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Possibilidades

É impossível - Disse o orgulho.
É arriscado - Disse a experiência.
É inútil - Disse a razão.
Dê uma chance - Sussurrou o coração.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Oi amor, espero que você morra!

E eu prometo que nunca mais acreditar em nenhuma letra que sai desses seus dedos inúteis. Não adianta roubar pedaços e frases aqui e ali de poetas. Nem perca seu tempo gastando sua pouca inspiração para me convencer de algo. Nunca mais. Não quero ouvir essa sua voz de pato, nem ver sua cara de menino que ainda mija na cama, não quero te ler e muito menos te lembrar. Não estou afim de ser sua amiga e ouvir suas lamentações sobre sua vida fodida. Vá procurar o ombro de outra quando quebrar a sua cara com ela. Não somos mais amantes. Não quero saber o quanto você me acha gostosa e boa de cama. Não vamos transar nunca mais. Sei que momentaneamente não terei paz. Na realidade, existe a paz? Podem falar que é coisa de mal amada. Falem. Vocês podem estar certos. O que eu sei é que minha cabeça está rodando, meu coração apertado e meu peito com um buraco. Um tiro de 12. Só você me entendia ou fingia muito bem entender. Quem sabe eu que tenha sido idiota de inventar que você entendia. Não preciso mandar me esquecer, você já o fez. Não vou ter que pedir pra você sumir, você já sumiu. Com um adeus escroto. Nem me deu um aviso prévio, bilhete suicida, nada. Simplesmente ficou o silêncio do telefone mudo. Eu já sabia. E o pior, querido, é que você entendeu tudo errado. Eu desejo que você enfie sua cabeça no vaso sanitário e puxe a descarga. Deixe a água entrar pela sua boca e, quem sabe assim, você entenda as coisas corretamente da próxima vez. Quem saiu perdendo foi você, quero acreditar nisso. Aliás, o azar é seu, meu, nosso e do resto do mundo. Obrigada por estragar tudo. Do jeito covarde. Com aquele silêncio mentiroso. O silêncio é uma espécie de mentira. Prefiro um tiro no peito, o sangue jorrando e o mundo se esvaindo do que a dúvida me corroendo. Espero que você receba tudo o que me fez passar. Quero estar ótima quando isso acontecer.

* Retirado do site Malvadas.org, cuja autoria não sei dizer, mas seja quem foi.. É realmente fantástico!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Verme Vencedor


“Vêde! É noite de gala, hoje, nestes
anos últimos e desolados!
Turbas de anjos e alados, em vestes
de gase, olhos em pranto banhados,
vêm sentar-se no teatro, onde há um drama
singular, de esperança e agonia;
e, ritmada, uma orquestra derrama
das esferas a doce harmonia.

Bem à imagem do Altíssimo feitos,
os atores, em voz baixa e amena,
murmurando, esvoaçam na cena;
são de títeres, só, seus trejeitos,
sob o império de seres informes,
dos quais cada um a cena retraça
a seu gosto, com as asas enormes
esparzindo invisível Desgraça!

Certo, o drama confuso já não
poderá ser um dia olvidado,
com o espectro a fugir, sempre em vão
pela turba furiosa acossado,
numa ronda sem fim, que regressa,
incessante, ao lugar da partida;
e há Loucura, e há Pecado, e é tecida
de Terror toda a intriga da peça!

Mas, olhai! No tropel dos actores
uma forma se arrasta e insinua!
Vem, sangrenta, a enroscar-se, da nua
e erma cena, junto aos bastidores...
A enroscar-se... Um a um, cai, exangue,
cada ator, que esse mosntro devora.
E soluçam os anjos, _ que é sangue,
sangue humano, o que as fauces lhe cora!

E apagam-se as luzes! Violenta,
a cortina, funérea mortalha,
sobre os trémulos corpos se espalha,
ao cair, com um rugir de tormenta.
Mas os anjos, que espantos consomem,
já sem véus, a chorar vêm depor
que esse drama, tão tétrico, é «O Homem»
e que o herói da tragédia de horror é o Verme Vencedor.”

Edgar Allan Poe

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pago meus pecados por...

Ter acreditado.


Por ter confiado,



ter dito,
ter perdido,
ter esperado, 
ter tentado,
ter pensado,
ter deixado,
ser impulsiva, 
ser ciumenta,
ser distraída,
ser amarga,
ser orgulhosa,
ser sonhadora...

Créditos: Dona Geo

Traição

Estava como sempre na minha habitual função de procurar comunidades, quando encontrei isso aqui. E pareceu-me que esse pequeno texto foi escrito, palavra por palavra, pra mim. Como se fosse a voz da própria mente, espero que também diga a verdade à todos.

"A verdade é que enquanto você estiver assim, nessa interminável agonia, esperando notícias que nunca chegam, vai deixar passar várias possibilidades interessantes ao seu redor. Claro, ninguém se compara a quem você aguarda, mas quem você aguarda não está disponível no momento. Poderá, inclusive, nunca estar, apesar de tudo o que foi dito naquele dia. Pessoas que somem não são confiáveis ."

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Doença

Mais uma vez tive a prova de que o amor, esse tal amor de que tanto falam, essa droga viciante e quase impossível de se largar não é nada mais do que uma doença. Esse vírus vem pelos olhos que se apaixonam, pelas mãos que sentem e então quando notamos, esse parasita já nada em nossas veias, trazendo calores ao nosso corpo, arrepios e ansiedade. Mas essa não é a pior parte. Quando tudo parece ter se acalmado, quando tudo parece normal, eis que surge o tumor do lado esquerdo do peito, aquele que machuca, aquele que chora, aquele que sangra. Ele se mostra de tal forma que nos deixam inertes, sem saída ao menos que tomemos mais uma dose do vício denominado amor.



E eu não me sinto bem quando você vai embora.
Broken - Evanescence & Seether




O corpo fica cansado, os olhos perdem o brilho, e parece-nos que levantar da cama se torna custoso, quase como um martírio. Choramos e pedimos aos Céus para que isso acabe, mas no final a única coisa que escutamos é o som da nossa própria voz. 


Você se foi para longe... Você não me sente aqui, não mais.
Broken - Evanescence & Seether

E o que fazer então? Seria essa uma doença incurável ou algo mais parecido com um resfriado? Sempre diferente um do outro, mas com os mesmos sintomas. Sempre vai embora. Mas sempre volta.