sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ânimo

Ultimamente ando sem ânimo pra tudo. Sem ânimo pra estudar, para sair, para pensar, até mesmo para escrever aqui. Não estou com vontade de viver. É claro que eu - aparentemente até por mim, não tenho motivos para estar assim. Quer dizer, tenho meu amor, meu amor distante, mas que me dá forças para não me jogar em algum lugar. 
Talvez seja essa rotina tão cansativa de escola cedo e a tarde que me deixa assim tão exausta, ou talvez o fato de me sentir mais sozinha, uma vez que outra vez eu estou vendo meus amigos irem. Amigos?! Se é que eu tenho um! Todas as minhas amigas estão namorando e por isso estão distantes - é, tá, eu sei, também poderia estar namorando se não fosse o meu costume de terminar tudo na semana seguinte. Mas o problema, é que por exemplo, há mais de um ano, não consigo ir ao cinema com quem costumava ser minha melhor amiga! Saco. Falo isso porque essas amizades que eu tinha poderiam me ser muito útil agora para dar um empurrãozinho, nem que fosse apenas para comer um sanduíche na esquina. Tenho muito sono. Não sei se são as horas picadas que durmo, ou se é mais do que isso; não sei de muitas coisas, como podem ver. 
Quero sumir! Desaparecer como a gota de chuva após um sol morno, desvanecendo-se até por fim morrer. Não, morrer não. Até transformar-se em algo infinitamente maior, para depois recomeçar tudo do zero e voltar numa grande roda gigante. 
Desculpem se estou um tanto ausente, mas entendam que nem mesmo as minhas dores tão freqüentemente faladas aqui aparecem apenas para dar um 'oi'. Não sinto nada. Só sinto o vazio.  

domingo, 25 de abril de 2010

Dark Heart



 "Aquele jardim de rosas negras como a noite
com pétalas banhadas por mágoas e açoites
onde sorrisos são lendas
jazem corações partidos, lembra?

Um lugar sem cores ou traços
sem desejos ou anseios
pessoas sem faces e identidades
perderam o seu rumo por falta da verdade
por falta da esperança, por abandono e demência
por medo da insistência, por abstinência...
viver sem estar vivo, viver por existir, mas não por sentir...
Eis o jardim dos corações partidos, enfim.
Onde os grandes amores, não passam de grandes temores." 

Tão sem... Tão fútil.

Oh, por que eu nunca aprendo?


Eu juro que realmente tentei mudar, tentei ser uma pessoa melhor, procurar não só o meu bem dos outros, mas até o meu próprio - coisa que eu não permito muito, admito. Apesar de estar cansada de viver para os outros, para agradar fulano, para ajudar ciclano, eu queria mesmo, muito, muito mesmo, fazer alguém feliz de verdade. Por que eu sempre acabo fazendo a coisa errada?! Hoje um ex meu me excluiu do Orkut. Tá, ele tem esse direito. Mas isso não seria necessário se eu não houvesse ido tão maligna com ele, certo?! Se eu não tivesse brincado tanto com os sentimentos dele, se eu não tivesse acabado com tudo num fim trágico. Se... Se.... 
Odeio essa palavra! 
Meu coração sangra. Dói-me na alma. Estou sozinha, sem chão, sem rumo. Não mais meu passado me assombra, apesar de me condenar; o que me assombra é meu presente. É olhar para o meu redor e não ouvir nada além do barulho do vento em meus cabelos, sem um ombro pra chorar, sem alguém para abraçar.. Acho que acabei, mesmo sem querer, criando esse universo deserto para mim. 
Anti-social. 
Sou  melhor solitária. Me torno mais gentil, mais racional. Então não venha para perto de mim com grandes expectativas, pois assim que eu me sentir à vontade o suficiente ao teu lado, saiba que a mais afiada das adagas será cravada em seu frágil peito. É, eu sei.. Estou indicando aquilo que eu menos quero nessa vida. Já não penso mais em mim! 
Por hoje, vou parar de reclamar. É o que eu mais tenho feito, não é? Boa madrugada, bons sonhos. 


Você ainda pode ver um coração em mim?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Memórias

Pela primeira vez em muito tempo, consigo olhar para o meu passado e não mais ver uma sombra ao meu redor. Com toda a sinceridade, eu achava que isso nunca fosse ser possível. Lembrar de todos aqueles que amei, todos aqueles que me deixaram sem explicação e não sentir nada além de um incômodo carinho, uma estranha saudade e ao mesmo tempo calma. O passado por várias vezes me assombrou. Não posso dizer, é claro, que todos os meus fantasmas se foram; há um certo ser, rebelde, que me rouba os pensamentos de vez em quando, e dói-me saber que ainda derramo lágrimas por isso. Desprezível. 


Parece que algumas partezinhas que faltavam em mim foram devolvidas, costuradas e colocadas em seus devidos lugares. 
Meu primeiro amor.. Ah, já não dói como antes! A vaga lembrança que tinha já não me machuca mais, mas apenas me ajuda a seguir mais além agora que  toda a verdade já foi dita e todas as memórias foram guardadas no mais profundo porão do meu velho coração.
Sinto-me mais pacífica - não que eu não fosse antes -, quero viver intensamente. 
No meu canto, sozinha, vou aproveitar cada detalhe dessa vida tão estranha, tão complicada. Meu céu já não é o mesmo.. Parece maior, mais amplo! Quero um amor, uma companhia, um livro novo e uma boa xícara de café. Tão fácil. Tão simples.  


E hoje eu tenho
Tanto medo de esquecer
As lembranças de uma vida
Em que eu quero me perder
Com você eu tenho a paz
Que me fugia até então
Meu Mundo Sem Você - Hevo 84

Nota: Tinha feito um post lindo, mas o  navegador fez o favor de travar sem salvar e eu perdi tudo. Mas enfim, tentei. x_X

domingo, 18 de abril de 2010

Conclusão

Em certo ponto dessa vida eternamente curta, podemos chegar a algumas conclusões, algumas respostas completas, aquelas que esperamos por tanto tempo enquanto juntávamos pedaço por pedaço as partes desse enorme quebra-cabeças. 
Não pertenço à essa terra esquecida por Deus. Depois de tanto tempo ela já deveria se sentir em casa, é o que dizem; mas eu realmente não consigo me encaixar no padrão de vida, no pensamento comum dessa gente irracional. Sabe aquele lugar onde você pinta o cabelo e no dia seguinte todos já estão sabendo e enchendo de fofocas com uma língua pior do que a de uma cobra? Então sabe onde vivo. Não gosto de cidades do interior, não em uma com apenas 80 mil habitantes. Aterrorizante, não? Mas como diria a personagem de Mandy Moore em Um Amor Para Recordar, o problema não é sair daqui, mas sim saber o que fazer em outro lugar. Posso ser qualquer coisa, não é?
Outra coisa que cheguei a uma triste, mas totalmente verdadeira, é a de que o amor para mim só me faz bem de um único jeito: quando tenho aquele amado e  me deixo ser guiada por ele sem me descuidar, como já faço em segredo. As dúvidas que me aparecem no dia a dia ou as lembranças de um amor passado só me fazem cair e me auto-destruir. Não devo, de forma alguma, deixar me levar por simples acontecimentos como ver alguém há muito deixado com outra, mesmo sabendo não sentir nada além de repulsa por tal. 


Mais uma coisa, é a de que não devo desviar do meu propósito, do caminho que sonho para mim, o caminho que sei que tenho que traçar sozinha, sem precisar de mais ninguém. Pois se apenas o que era para ser um sábado a noite com as amigas tornou-se um pesadelo que não me deixa em paz, que aconteceria caso eu desviasse todo dia esse meu caminho para apenas ter dissabores?  Novamente, a auto-destruição.

Sinceramente, eu não sei se essas conclusões no fundo são boas. Porque no tempo que estamos descobrindo tudo, ainda que nos faça em pedaços, nos faz sempre crescer e aprimorar nossos conhecimentos. Quando já temos todas as respostas para viver, essa jornada torna-se mecânica, como se tudo o que fazemos já estivesse planejado há muito tempo, que terá tal reação, que fará eu seguir por ali e assim conseguir aquilo - e na verdade é planejado mesmo. Torna-se tão... Vazio. Eu sei que tenho o amor do meu lado; mas enquanto eu espero esse encontro que  talvez irá demorar anos, vou trocando o óleo e colocando as peças para funcionarem sempre em perfeito estado. Uma máquina humana, eu diria. 
Você tem suas conclusões? Já chegou ao fim? Tenho esperado você dizer que está pronto para um começo de um belo final, de uma vida longe de toda essa superficialidade. 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Soneto a quatro mãos

Tudo de amor que existe em mim foi dado. 
Tudo que fala em mim de amor foi dito. 
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-se escravizado.


Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que eu fiz ergueu-se um grito
Contra o meu próprio dar demasiado.


Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse. 


Pois por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano. 


Vinícius de Moraes.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sono X Mania

Não sei porque, tenho uma irritante mania de colocar a culpa no sono todos os meus problemas emocionais. 
E quem já não fez isso um dia?
"Nossa, estou irritada. Deve ser sono." ou até mesmo "Por que estou assim, manhosa? É o sono."
Não sabia porque esse tempo todo, esses anos todos, eu venho sempre colocando a culpa no pobre sono. Mas sabe o que eu acho? Estive pensando muito a respeito, e acho que consegui algumas teorias; acredito que o sono pode até ajudar, porque com a aula cedo o cansaço realmente é muito, mas na verdade eu acho que tem muita verdade oculta por todos os meus sentimentos. 
Não seria um desequilíbrio? Como o  fato de eu ficar irritada muitas vezes com a meus pais, não seria porque eu chamo, grito, inutilmente pela atenção e pelo carinho deles? Porque eles fica tão dentro de si mesmos que não conseguem ver o meu desvanecer? Curioso... Ainda tenho que comprovar isso.    
O fato de eu constantemente, principalmente a noite, próximo a hora de dormir, ficar manhosa, emocional demais, apaixonada demais. Não seria também o meu apelo pelo amor bem ali? Por um abraço apertado, ou até mesmo o desejo de amar alguém naquela hora, não do modo físico, mas um sorriso, qualquer coisa do tipo. A solidão machuca. 

 Enquanto eu vou tentando arrumar as coisas, organizar o que ficou esquecido, fica aqui apenas as linhas incertas de uma adolescente problemática.  Eu realmente espero que um dia, ainda que distante, eu consiga parar de colocar esse meu desejo contido fora da mania do sono, que não seja mais necessário toda essa dor. Um dia, eu sei, hei de ser feliz. 

Nota: Sei que disse que iria melhorar, eu sei, não precisa dizer. Mas que posso fazer se não dou sorte?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha meu livro se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente, 
Cai, gota a gota, do coração. 

E nestes versos de angústia rouca, 
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca. 

Eu faço versos como quem morre. 

Manuel Bandeira. 

sábado, 10 de abril de 2010

Underground

Cada vez mais tenho a certeza de que estou caindo, caindo. Por mais que eu consiga coisas que pensei ser impossível, por que não consigo abandonar a sensação de que cada vez mais estou me afastando de tudo aquilo que me cerca, que me faz viver. Estou morrendo aos poucos, seja pelas novas marcas que aparecem em meu corpo ou pelas páginas dessa minha alma, tão velha e desesperada para ser lida. 


I'm freaking out
So, where am I now?
Upside down
And I can't stop it now
It can't stop me now

Alice (Underground) - Avril Lavigne




Fico pensando.. Será que o motivo de eu ter que passar por esse tipo de coisa é por que um dia eu errei? Sei que fiz coisas horríveis.. Mas na verdade isso afetou muito mais a mim do que nas pessoas. Tenho certeza. 
Como naquelas histórias trágicas que nos contam sobre as dores do amor, vejo-me desvanecendo um pouco mais a cada acordar, a cada respiração, a cada bater de meu fraco coração. Mas estou aqui, não estou? Como todas as coisas tem um 'motivo' - ainda que às vezes oculto -, sei que devo estar por alguma coisa, por algo que ainda não  cumpri. E é por isso que não tento novamente ir embora.  Ainda que eu não esteja feliz, ainda que eu não saiba porque meus olhos se abrem todo dia, um vou continuar. Mas dessa vez sem me lamentar; essa foi a última vez. Já que tenho que fazer, vou fazer bem feito o meu papel, não como o ator que faz mal o seu papel apenas por temor. 



I - I'll get by
I - I'll survive
When the world's crashing down
When I fall and hit the ground
I will turn myself around
Don't you try to stop me
I - I won't cry
Alice (Underground) - Avril Lavigne

domingo, 4 de abril de 2010

Chama

"Mesmo que a gente fique longe por um tempo 
Mesmo que o amor seja levado pelo vento 
Mesmo que o tempo apague a chama do amor 
Eu vou te amar ainda mais 

Se a nossa estrela já não tem mais brilho 
Se nossas vidas têm outros destinos 
Se o mundo descruzou nossos caminhos 
Eu sei que vou te amar ainda mais 

O nosso amor já suportou tudo nesse tempo 
E não vai ser agora que ele vai se acabar 
Que caia chuva, ou temporal, ou caia neve 
Eu sei que o nosso amor resistirá..."



Mais difícil de parar de sangrar, mais difícil que tentar procurar algo no qual me apoiar, é eu tirar você do meu pensamento. Sabe aquela vontade incontrolável de sonhar aquilo que só vai ser feito daqui há muitos anos? A sensação de acordar com alguém do seu lado, de assistir filme juntos num domingo a noite, sonhar com um olhar apaixonado. Tenho certo receio disso, tanto que às vezes - tá bom, na maioria das vezes - tento afastar esses pensamentos. Nunca tive alguém para sonhar desse jeito, talvez seja o motivo da minha insegurança. Te quero, te desejo tanto... Eu tenho medo de que, nesses três anos que faltam para o nosso encontro,  não a minha, mas a sua chama apague. Sinto que nenhuma pessoa nesse mundo possa te fazer tão feliz quanto eu, que ninguém pode te dar carinho, amor, como eu vou dar. Vou cuidar quando estiver doente, vou rir quando estiver alegre, vou chorar quando você estiver triste. Te amo como nenhuma outra pessoa vai amar. Mas será que você enxerga isso? Será que sua chama já não está se apagando? Não quero, de forma alguma, pensar em te perder. Por favor, me diga que nosso amor resistirá à passagem do tempo, e que um dia, enfim, eu possa me ver como sua mulher, hoje, amanhã, sempre.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Liberdade

O inverno chegou para mim,
não consigo continuar
As correntes em minha vida são fortes,
mas em breve não estarão mais aqui
Abrirei minhas asas mais uma vez.

The Swan Song - Within Temptation




É meio complicado falar de liberdade quando não a vivenciamos, quando apenas ouvimos falar de suas maravilhas, de seus encantos. 
Nunca fui livre. Nunca senti o gosto de estar sozinha com o mundo e sua diversidade, pronta para enfrentar seus perigos, seus amores e suas dores. Eu aguardo ansiosamente pelo dia que verei o sol nascer de um jeito diferente; novo, por assim dizer. Acontece muito com garotas da minha idade, o desejo de querer se livrar de toda a melancolia das paredes de um quarto gélido para encontrar conforto nos braços do mundo; mas é claro, sabemos que um dia esse "sonho" há de se realizar, quando crescermos e tivermos nossas vidas muito provavelmente longe dos pais, longe de tudo o que significa prisão para nós, assim como eu já planejo para mim. 
Hoje, mais uma vez, tive meu corpo e coração presos por uma grossa corrente, a corrente que me deu origem; mas eu não vou desistir. Logo minhas asas irão terminar de crescer, ajustando-se a mim, e enfim poderei voar para bem longe daqui, para um lugar em que eu possa viver de amor, respirando-o e alimentando-me dele. 


Em meu coração sei
que posso libertar
No fim, encontrarei
paz dentro de mim
Novas asas estão crescendo esta noite 

The Swan Song - Within Temptation
Por hora, vou vivendo trancada, aprisionada, reprimida. Mas não vou me render. Desistir é para os fracos. E eu sou forte!


Eu abrirei minhas asas e aprenderei como voar
Embora não seja fácil dizer adeus.

Tenho que correr o risco, ter uma chance, mudar e me libertar.
Breakaway - Kelly Clarkson