domingo, 28 de março de 2010

Torpor

Sabe a estranha sensação de não sentir nada? Parece que nem o mais sofrido dos ocorridos nos tocam. 
Sabe, o melhor de tudo é que apesar do amor, da preocupação, da tristeza ou de qualquer outra coisa que pudesse me fazer refletir não ter nenhum significado, não tenho medo do que serei amanhã, no futuro, como a meta que disse ser necessária pra mim. Adoro viver assim. 
Mas como todas as coisas boas trazem um lado ruim, as alegrias desse mundo de nada me valem, um sorriso nada me traz se não indiferença. 
Não quero pensar no amanhã. Tenho tudo em perfeita harmonia, como se minha vida, meu dia a dia já estivesse totalmente programado: tal hora aquilo, depois tal coisa, e por aí vai. 
O relógio é meu companheiro nessa estrada; com ele eu nem vejo os sinais do tempo passarem, apenas faço tudo aquilo que preciso. 
E sabe aquele que eu admiro? Que se dane. Não importa! 
Eu acho que isso é amor próprio. É o tempo, a época que EU, e apenas eu, sou o centro de tudo. Me amo, não há nada que possa me impedir. Arrogante, não?! 
Mas eu prefiro assim. 

quarta-feira, 24 de março de 2010

Perguntas

Perguntas, assim como na cabeça de todos, estão na minha o tempo todo. Mas há uma certa diferença nas minhas perguntas, ao menos eu acho. 
"Por que vivo?"
"Há alguém do meu lado?"
"Que me espera?"

Tá, talvez nem sejam tão diferentes assim. Mas o fato é que sei que não consigo sozinha. Digo.. Não consigo firmar uma meta sem alguém; porque afinal, de que adianta eu crescer, ter tudo o que eu quero - materialmente, é claro -, e no final estar só? Se pensarmos por esse lado é bem complicado, não é?
É por isso que digo que minha vida é você. Preciso urgentemente de amor. Assim como o ser vivo precisa de água para sua sobrevivência, preciso saber, ter certeza, de que meus planos não são em vão.. Que não são apenas luxúria de minha parte. Quero, desejo, anseio, dividir tudo o que me é bom com alguém. 
Alguém sabe onde posso encontrar? 

terça-feira, 23 de março de 2010

Final

Como num filme, onde todos os personagens tem um final feliz. Ou quase. 
É possível mudar o destino? Todas as minhas teorias me levam a crer que sim. Pois como não acreditar que de uma hora para outra seus sonhos podem se realizar?!
É claro, vai muito do positivismo da pessoa. Confesso que nunca tive nenhum; nenhum vestígio dos sonhos que eu costumava carregar comigo quando tinha 12 anos. Complicado, realmente.
Mas hoje.. Hoje me permiti contar o final que sonho para mim - sim, me permiti sonhar com você.. 




Sonho com belos olhos.. Ah, sim.. Belos olhos. Eles me fitam com amor. (Será ele real?) As sombras do passado já se foram a muito, muito tempo. Céus! Me vejo nos braços de alguém; aninhada em seu peito, sinto carregar algo além de minha compreensão dentro de mim (Será fruto desse amor?) Como uma flor que fecha suas pétalas num abraço supremo, meu corpo já não é meu, minha mente já não é mais minha. Eu e ele somos um só. 


Nessas linhas incontidas revelo meu mais profundo segredo, meu mais ansioso desejo. Quem sabe, um dia, ele se torne real.. Quem sabe.. 
Eu sinceramente espero que amanhã, ou depois, ou mais além ainda, eu possa te encontrar. O amor existe para mim?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tempo

Tempo.. Seria ele algo tão precioso? 
O tempo que você amou, o tempo que você chorou, o tempo que ainda lhe resta. 
É realmente difícil determinar se ele é importante ou não. 
Veja-me, por exemplo: 
Se contasse o tempo em que vivi aos prantos desde que você partiu, diria que o tempo era insignificante, que de nada valeu,  ainda que isso tenha durado dois anos ou até mais; destruição total. Já sentiu o doce gosto da dor? Viciante, melancólico e intenso.
Se contasse com o tempo que me resta, bem.. Precioso, certas horas. Pela primeira vez em anos me permiti sonhar. Mas como sei que não deveria ter acreditado na sorte, uma vez mais ela me pega pelas costas; novamente destruição. Não sei exatamente o tempo que me resta; mas não é muito, garanto. É  um simples pesar que carrego comigo, tentando esquecê-lo para aproveitar tudo o que ele tem a me oferecer. 
Se contasse o tempo que amei... Eterno, eu diria. Ainda que rostos e corações mudem, algo que em vida ou morte vai estar enterrado em mim é o amor. Torturante, bendito, humilhante. 


Enquanto perco meu tempo com coisas fúteis, aguardo o que me espera ao anoitecer, ansiosa por encontrar seus olhos escuros. Fiel, me atrai. Me azeda. Me adoça e me faz viver. 

quinta-feira, 11 de março de 2010

...



Doce, gentil, encantado
Fogo, paixão, prazer
Em marmóreo sono eu me deito
Entre lembranças e o ser que um dia me despertou


Tentação, desejo, ansiedade
Quente é o teu corpo que me veste, despe e vira do avesso
Em teus lábios úmidos, quentes, apaixonados
É que pude descobrir 
Eis aqui um anjo, belo, desvairado, insano
Que me leva aos céus e se necessário ao inferno


Em seus braços eu vou me esconder
Meu menino, amor, amante
Permita-me salvá-lo da escuridão
E apenas a ti entregar meu coração
Refúgio, eterno, guardião.

terça-feira, 9 de março de 2010

Vida


Uma coisa que todos dizem amar.
Mas no fundo, todos odeiam.
Nela só a breves segundos de alegria.
E grandes anos de agonia.
Durante toda sua vida, nada, nada mesmo
trará mais alegria que o amor.
Pena,que como tudo que é bom, ele dure pouco.
Por isso, aproveite enquanto dura, pois depois se lamentará.
Chorará, pedirá socorro, mas nada na vida curará sua
angústia.
Por isso o amor é importante, pois sem ele, a vida não
existe.
E quando, mais e mais angústia sentir, mais e mais se
lembrará
Dos momentos alegres,
Dos momentos de amor.
Dos momentos em que alguém te amava.
Pois hoje, nada disso existe, só existe a vida.
A dura, difícil e ruim vida.
A vida em que vários sofrem e alguns sorriem.
Sorriem por pouco tempo.
Logo a felicidade se transforma em dor.
O amor em ódio.
E tudo vira uma grande e fátidica vida.
Sempre esse fluxo acontece.
Sofrimento, felicidade, mais sofrimento.
Apesar de todos odiarem a vida.
Esta complexidade e o número de desafios que ela
apresenta.
É o que a torna aceitável, vivível, e bem suportável.


Créditos: Wallace Ischaber


Perdas & Inocência


Que se inicie um hino fúnebre pela perda da inocência
Roubada em tão bela juventude
E que no ataúde desse doce encanto, regogizem ao menos os bem-aventurados, agora não temerosos ao olhar cego da paixão
Mas será então que todas as portas se abriram?

Vejam!
Nosso dom confuso leva consigo a esperança, a fé, a união e a paz.
Então a bênção há de virar maldição?

Gritem!
Pelas crianças já crescidas, pelo encanto já desfeito
O verdadeiro se esconde no improvável,
partes d'aquela que morreu oculta-se em corações nobres e cheios de coragem
Terá mesmo a beleza perdido-se eternamente?

Medo


Não é que eu tenha medo de amar
Tenho medo de que tudo isso não passe de uma ilusão
Doce encanto, pavorosa maldição

Não é que eu tenha medo de me aproximar
Tenho medo de me perder nos teus olhos profundos como o mar
Medo.

Medo de beijar seus lábios, afogar no teu abraço
Medo de deitar-me junto a ti, de abrir meu já então despedaçado coração
Me usa, me faz viver, me alegra e me mata.

Come out, come out, wherever you are.

Admito que nunca fui boa com apresentações. Não adiantaria nada eu ficar aqui horas e horas, tentando postar algo que valesse a pena ler. Por isso peço desculpas.
Creio que ao passar do tempo você me conheça melhor, meus pensamentos, minha vida, meu eu. Escrevo como uma forma de expressão, talvez a única que eu tenha de modo total. A todos, basta o meu muito obrigada, e que esse seja o começo de uma longa história.
Sejam bem-vindos.