Por que algumas pessoas negam o amor como se ele fosse algo vindo da mais profunda sombra? Como se ele fosse puro ópio, total destruição?
Me faço essa pergunta há anos, e devo admitir que por muitas vezes também rejeitei o amor, mas a única resposta vinda de minhas próprias experiências são apenas duas palavras: amar dói. Mas se não houvesse dor, não haveria alegria depois, certo? Porque se todas as coisas fossem apenas boas, felizes, não daríamos o seu devido valor e perderíamos a chance de uma verdadeira paz e felicidade. Tenho amigos que odeiam o amor. Que querem ao máximo viver longe dele e acredito que por isso se isolam e perdem todo o sentido da vida. Qual a graça de estar sozinho para sempre?
Olha só quem fala, agora virei especialista em relações amorosas. Uma grande mentira. Mas, peraí, não deveria mentir aqui, não é? Acho que só estou sendo sincera, pois quando sinto que tudo está bem consigo pensar com mais clareza e acabo tendo essas conclusões, mesmo não conseguindo vê-las quando me sinto mal. Falar é fácil.
Tive uma surpresa hoje. Descobri que uma amiga muito querida parecia ter um amor tão grande como o meu, como o de agora, como os que já tive. E ela teve um dos finais infelizes que eu também já tive. A sua dor me comoveu até lágrimas brotarem em meus olhos por saber que, afinal, as pessoas do meu lado são capazes de sentir todo aquele aperto que eu sentia - e confesso tentar sentir às vezes pelo simples fato de amar a dor - e se mostram enfim iguais a mim.
Enquanto vou tentando descobrir o porque das pessoas se rebelarem contra esse sentimento, me perco em fantasias de amor e posso dizer com toda a certeza que quando encontramos o nosso verdadeiro, amar não dói.
sábado, 21 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Vozes
"Cuidado", minha mente diz. Por vezes chego a pensar que ela e traiçoeira, querendo me prejudicar de alguma forma. Sei que não é assim. Ela quer me proteger, é o meu anjo cauteloso. No entanto, meu coração é pura inocência, por esse fato, não consegue acreditar em nada do que ele diz. Viro as costas para minha razão. O amor não precisa disso!
domingo, 15 de agosto de 2010
Perfeição
Hoje tive um dia mágico. Um dia especial, daqueles que ficam marcados para sempre e que nunca voltarão. Eu espero deixar todo esse acontecimento bem marcado aqui, pois quero me lembrar muito bem dele e espero que ele também o guarde.
Hoje pela primeira vez em toda minha vida, beijei com amor, com paixão. É uma sensação de leveza e paz tão grandes que meras palavras não podem descrever todos os inúmeros sentimentos e descrevê-los com perfeição. Parece uma coisa um tanto anormal, pois a maioria das meninas da minha idade já tiveram uma paixonite e a beijaram como se fosse um acontecimento qualquer - mas bem sei que meu caso não é assim. Me sinto amada. Sinto como se eu houvesse finalmente encontrado a verdadeira paz nos braços de um anjo que por um motivo que ainda não compreendo, decidiu acolher-me e me amar como igual.
Sei bem o que vão dizer. "Mas você não tem suas dúvidas quanto aos sentimentos alheios?";"E se ele lhe fizer algum mal?". A resposta é simples. Cansei de sofrer. Sinceramente, sei que talvez esteja sendo totalmente cega e idiota, caída assim de amores. Mas sinto uma vontade incontrolável de me entregar sem hesitar, de demonstrar meus sentimentos mesmo quando meus olhos se encheram de lágrimas com a rápida separação. É difícil suportar essa distância, porém, sinto que o segundo passo foi dado. Sinto seu cheiro eu meu corpo, e confesso namorar a marca que deixastes nele.
Tudo aconteceu tão rápido e de modo tão simples, que e difícil acreditar que tudo não passou de um sonho, uma fantasia criada pela minha pobre mente humana. Entretanto, essa possibilidade logo se vai quando vejo nossa foto, os corações unidos, me dá tanta alegria que me faz chorar. Eu o encontrei. Encontrei meu salvador e alguém para cuidar para sempre - ao menos eu espero -. Talvez seja essa minha alma de menina mimada, o motivo de me fazer chorar até mesmo de alegria. Voltei para casa mais leve, mais comunicativa e feliz. Tenha total certeza meu amor, de seus beijos não me esquecerei, muito menos de seu abraço confortador e tão cheio de carinho.
E já estava na hora, não é? Meu maior desejo se realizou, e sou grata por todas as forças maiores que me fizeram chegar até aqui.
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| Coleira que ele me deu. sz |
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ansiedade
Estou tão ansiosa para vê-lo, meu amor.
É difícil, mas tão maravilhoso ao mesmo tempo imaginar que todos aqueles sonhos que eu tenho, os teus olhos, lembra? É algo realmente mágico saber que logo poderei fitá-los e poder demonstrar todo o meu amor.
Sei que amanhã vou estar mais nervosa ainda, e quando colocar os pés aí, nossa, devo pirar! Mas sei que tudo isso é uma coisa boa, e vou aproveitar ao máximo cada momento pois sei que ele é único.
É difícil, mas tão maravilhoso ao mesmo tempo imaginar que todos aqueles sonhos que eu tenho, os teus olhos, lembra? É algo realmente mágico saber que logo poderei fitá-los e poder demonstrar todo o meu amor.
Sei que amanhã vou estar mais nervosa ainda, e quando colocar os pés aí, nossa, devo pirar! Mas sei que tudo isso é uma coisa boa, e vou aproveitar ao máximo cada momento pois sei que ele é único.
"Dareka o suki ni naru to /
dareka o shinjiru no to wa /
hontou wa chigau koto ne.. /
Hajimete shinjita hito desu."
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dareka o shinjiru no to wa /
hontou wa chigau koto ne.. /
Hajimete shinjita hito desu."
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"Para começar a gostar de alguém /
E para começar a acreditar em alguém /
Na realidade, são coisas diferentes. /
Você foi o primeiro em que acreditei."
E para começar a acreditar em alguém /
Na realidade, são coisas diferentes. /
Você foi o primeiro em que acreditei."
Sayonara No Love Song - Goto Maki
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Descobertas
Descobri que ainda tenho lágrimas para dar. Descobri que a solidão ainda está comigo. Descobri que os risos que eu dava não eram de alegria, mas sim de desespero. Descobri tanta coisa que já não cabe mais em mim!
Como tantas vezes, penso em deixar desvanecer-me, a deixar fluir o sangue tão ralo hoje nas minhas veias; até porque, sei que seria algo só meu, meu tormento foi-se com as breves chuvas desse caloroso inverno – ou deveria chamá-lo então, inferno? -. Minhas marquinhas de suicídio, foi assim que caracterizaram minhas cicatrizes. Admito que odiei saber que a notaram, mas também que tanto gostei, ao ver que alguém enfim tinha percebido meus pedidos de socorro. Quero sentir a dor. Quero que ela machuque minha carne e se vá com todas as minhas ânsias por um carinho que sei não poder ter. Quero um abraço – mas não um abraço comum -; quero um daqueles bem apertados, cheios de amor. Daqueles que se pode sentir todo o amor alheio, todo um carinho especial. Infelizmente, sei que SE eu ganhasse abraços, seriam de pena. E eu não a suporto.
Enquanto fico aqui, no escuro dos muros de me quarto, aproveito a falta de luz para não pegar algo pontiagudo, enfim. Mesmo que a minha vontade seja tatear tudo a minha volta, na esperança de encontrar qualquer objeto que consiga arrancar a dor que meu coração bombeia com tanta força. Sabe, hoje descobri também que livros só me deixam melancólica. Fazem-me sonhar com um amor que eu poderia ter, com saias negras de veludo e rosas incontáveis num jardim. Sabe, às vezes acredito que não pertenço a este tempo. Que meu verdadeiro lugar fosse como num conto como os que leio baseados na velha e boa Idade Média. Não preciso de luxúrias – não como festas, tênis de marca e outras futilidades de garotas da minha idade – porque até mesmo eu sei que precisamos, de vez em quando, de algumas luxúrias.
Escrevo na tentativa de acalmar-me nas linhas tecladas com tanta pressa. Hoje chorei como muito tempo não fazia, e parece-me que está sendo suficiente, pois me faz pensar. Por que nos sentimos tão só? Tão.. Abandonados nesse mundo. Se há milhões e milhões de pessoas, porque elas não se unem afinal?! Por que falta tanto amor?
Bem, quando achar as respostas para essas perguntas, prometo escrever aqui. Mas enquanto não as encontro, dêem-me licença, pois vou mergulhar agora no meu mundo particular. Numa terra de sonhos, vou procurar meu amor perdido pelos campos da Escócia, nos jardins dos belos casarões franceses, a beira do velho Sena. Mas essa já é outra história. Também prometo lhes contar.
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