Por que algumas pessoas negam o amor como se ele fosse algo vindo da mais profunda sombra? Como se ele fosse puro ópio, total destruição?
Me faço essa pergunta há anos, e devo admitir que por muitas vezes também rejeitei o amor, mas a única resposta vinda de minhas próprias experiências são apenas duas palavras: amar dói. Mas se não houvesse dor, não haveria alegria depois, certo? Porque se todas as coisas fossem apenas boas, felizes, não daríamos o seu devido valor e perderíamos a chance de uma verdadeira paz e felicidade. Tenho amigos que odeiam o amor. Que querem ao máximo viver longe dele e acredito que por isso se isolam e perdem todo o sentido da vida. Qual a graça de estar sozinho para sempre?
Olha só quem fala, agora virei especialista em relações amorosas. Uma grande mentira. Mas, peraí, não deveria mentir aqui, não é? Acho que só estou sendo sincera, pois quando sinto que tudo está bem consigo pensar com mais clareza e acabo tendo essas conclusões, mesmo não conseguindo vê-las quando me sinto mal. Falar é fácil.
Tive uma surpresa hoje. Descobri que uma amiga muito querida parecia ter um amor tão grande como o meu, como o de agora, como os que já tive. E ela teve um dos finais infelizes que eu também já tive. A sua dor me comoveu até lágrimas brotarem em meus olhos por saber que, afinal, as pessoas do meu lado são capazes de sentir todo aquele aperto que eu sentia - e confesso tentar sentir às vezes pelo simples fato de amar a dor - e se mostram enfim iguais a mim.
Enquanto vou tentando descobrir o porque das pessoas se rebelarem contra esse sentimento, me perco em fantasias de amor e posso dizer com toda a certeza que quando encontramos o nosso verdadeiro, amar não dói.
sábado, 21 de agosto de 2010
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