Hoje faz exatamente um mês. No dia 14 do mês anterior, tive o dia mais perfeito de toda a minha vida, ainda que me culpe indiretamente por não tê-lo vivido melhor. O decorrer dos dias depois desse encontro tão especial foi marcado por inseguranças, ciúme, torpor, dor e lágrimas, e fico me perguntando o motivo pelo qual nossa relação mudou tanto. Não sei se na verdade o que aconteceu é que estamos há tanto tempo juntos que acabados ficando sem assunto, não sei, mas minhas tentativas frustradas de atenção só terminaram em pensamentos negativos com pequenas gotas de esperança. Ele me diz que sou tudo em seu mundo, que um homem que me nega não merece amor, que me ama mais que tudo; se isso é verdade, eu realmente não faço idéia. Mas eu queria poder acreditar cegamente, confesso. Eu sei que sou egoísta ao extremo, que o quero apenas para mim e que ele não fique dando bola para as cocotas amigas dele, rs. Enfim, isso realmente me magoa muito. Mas eu não sou dona de ninguém e não posso exigir nada disso, por isso fico sofrendo em silêncio, me contentando com um “Como está? Bem e você? Também.. [...]” e pequenos momentos de revelação. Quero senti-lo em meus braços de novo. Quero sentir o cheiro da pele macia, ouvir o coração acelerado bater. Ele é minha vida e nem sabe disso.
Mas eu ainda tenho fé. Tenho fé de que irão existir outros sábados quentes como aquele, mais beijos roubados, sentir outra vez um movimento tão comum quanto o toque em minha perna.
Aguardo em meu transe devorando grossos livros de loucura, tentando encontrar a minha e saber o que realmente sou.
Mas eu ainda tenho fé. Tenho fé de que irão existir outros sábados quentes como aquele, mais beijos roubados, sentir outra vez um movimento tão comum quanto o toque em minha perna.
Aguardo em meu transe devorando grossos livros de loucura, tentando encontrar a minha e saber o que realmente sou.
Escrito no dia 14 de setembro.*

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