sexta-feira, 30 de julho de 2010

Se for chorar...

Chora em silêncio.

Não deixe que sons acordem a dor.
Deixe-a quieta ali, adormecida.

Qual o sentido da vida,
se não houver um pouco
de lágrimas e sofrimento?


Autora: Sandra Ribeiro

Vem me buscar, eu te espero!

Você sabe que não te esqueci,
não deixe os sentimentos
irem embora.
Seu amor significa 
muito pra mim.

Vamos fazer da nossa história,
um lindo "final feliz".


Autora: Sandra Ribeiro

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Are you ready for this?

Ando me sentindo muito só, nos últimos dias. Parece-me que falta algo, que meu coração foi arrancado. Já consigo sentir o leve torpor que inunda meus sentidos, matando meus sentimentos com a mesma frieza que roubou meu coração tão destruído. Minhas noites, ah, essas já não têm mais paz! Cheias de pesadelos, de insônia, e meu dia de um sono acordado, mas tão sem sentidos.
O pior de tudo, é que eu acho que tenho a resposta disto na palma da mão. Você não está aqui! Eu não esperava por isso.. Pensei que eu nunca fosse mais voltar àquele estado de melancolia, de tempos difíceis que requerem atitudes extremas. Não consigo te sentir aqui. Minha imaginação para teu rosto se desvaneceu, assim como o amor que nutro por ti.
Sei que ele também é vítima de acontecimentos, de imprevistos, mas eu realmente tenho o sentido tão distante, de um jeito que eu nunca havia sentido. Seria culpa dele ou minha, por querer sempre mais?!



Enquanto espero seu retorno não só de corpo, mas de alma, morro cada dia um pouco mais, sem que saibas, sem que se importe. Espero, ao menos, que você esteja feliz, amor meu. Eu poderia tentar então dormir em paz, sem grandes tumultos; ainda me quer? Ainda me deseja?
Volta, volta. 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Adeus, Meus Sonhos!

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus?
Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

Álvares de Azevedo.

Ensejo à Sepultura


Ao te olhar assim por um segundo
Sinto um mover aqui dentro do peito
Que anima o que antes 'stava putrefeito
E faz caber amor maior que o mundo

Se antes eu me via moribundo
Por teus encantos místicos sujeito
Entro em ritmo sinérgico perfeito
Com o que do teu âmago é oriundo

Queria ter-te aqui sempre ao meu lado
E em mil febrosos versos de ternura
Louvar a este amor eternizado

Sem ti me desvaneço em desventura
Vago sem direção, desconcertado
Perder-te é um ensejo à sepultura.

Nota: Autoria de Bruno Ouriques. Os melhores poemas, sempre. sz