segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ensejo à Sepultura


Ao te olhar assim por um segundo
Sinto um mover aqui dentro do peito
Que anima o que antes 'stava putrefeito
E faz caber amor maior que o mundo

Se antes eu me via moribundo
Por teus encantos místicos sujeito
Entro em ritmo sinérgico perfeito
Com o que do teu âmago é oriundo

Queria ter-te aqui sempre ao meu lado
E em mil febrosos versos de ternura
Louvar a este amor eternizado

Sem ti me desvaneço em desventura
Vago sem direção, desconcertado
Perder-te é um ensejo à sepultura.

Nota: Autoria de Bruno Ouriques. Os melhores poemas, sempre. sz

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