quinta-feira, 24 de março de 2011

A Glória da Libertação

"Só serei feliz daqui há oito anos, quando não depender de mais ninguém." - Foi a minha fala hoje para o Heitor, e ele me respondeu com uma pergunta que me intrigou. Tranquilamente, ele apenas disse:
- Será?
Minha mais nova aquisição. rs Talvez minha fome de liberdade, ou quem sabe a esperança de um anjo salvador. 

Talvez seja esse egocentrismo exagerado que me deixe assim. Acredito que depois de tudo o que me aconteceu - de novo -, parece que meu eu anda falando mais alto. Mas não que eu nunca tivesse pensado assim. Sabe quando você tem a impressão de que a princípio alguém te chamasse mesmo sem te conhecer, querendo que estivesse perto, mas assim que ela te conhece de verdade se arrepende amargamente da escolha feita? É a impressão que eu tenho com 99,9% das pessoas que me cercam.
Eu quero ser livre. Quero trilhar meu caminho sozinha e, como boa masoquista, sofrer sozinha e "feliz" no meu canto. Mas aí vem a dúvida cruel. Essa liberdade, essa não-dependência de outros, seja para companhia ou por necessidades para minha sobrevivência, seria assim mesmo tão gloriosa? Do fundo do meu peito, diria que sim. Entretanto, há uma coisa que me prende aqui e que não poderia largar até vê-la totalmente feita e estável. São um parzinho de olhos escuros, brilhando para mim seja para me pedir ajuda no dever, seja para me chamar para brincar. Não posso deixar meu irmão.
Aí reina minha incerteza, e quando acho que tudo está perdido, ele me força insistindo ficar por uma corrente chamada amor. Mesmo eu não querendo. Que vou deixá-lo? Isso é mais que evidente. Mas não posso deixá-lo agora como gostaria, e talvez daqui há os meus esperados um ano e meio, quando eu me for, me sinta mais vazia e solitária do que nunca. Pois aquela vozinha irritante vai estar para sempre ecoando não só em meus ouvidos, mas também em meu coração. 
E enquanto tento de todas as formas não chorar todos os dias, drogas lícitas me mantém acordada e regula minha fome, enquanto com os restos das minhas garras quebradas eu tento viver cada dia. Pois afinal, não importa o quão mal eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã. 

6 comentários:

  1. Um belíssimo post, com belas imagens. Aliás, muito bonita sua mais nova tatuagem, rs Beijos.

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  2. Caramba, me pareceu tão... inesperado. Mas às vezes eu também penso exatamente assim, sabia? Sempre existe uma pessoa - uma única - que nós simplesmente não podemos deixar. Penso nisso sobre o meu irmão mais novo, de um ano. Daria muita coisa para ficar bem longe da minha casa, mas ele é a única coisa que me faz falta. Vai saber...

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  3. Ok, isso foi sem sentido.

    E, ah... tatuagens. Não sei se eu faria, sinceramente. A sua é no pulso? Ficou bonita! *-*

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  4. Ficou bonita sua tatuagem. Vou fazer rosas vermelhas e fogo na perna. Vc acha que se eu colocar p/ tocar uma música animada, a dor será menor?

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  5. Sabem, muitos pensam assim, estar livre de tudo e de todos, mas conseguiríamos realmente ser livres? – Poderemos sentir a ausência de alguém querido, embora a ilusão de “liberdade” continue, pois o efeito de nossas escolhas quando estamos livres sempre nos aprisionam em consciência. Adorei o trecho e o levarei em mente “ .. não importa o quão mal eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã. ”

    P.S. Óbvio que também adorei a Tatuagem, não poderia passar sem comentar, - esta incrível. ^ ^

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  6. "Sabe quando você tem a impressão de que a princípio alguém te chamasse mesmo sem te conhecer, querendo que estivesse perto, mas assim que ela te conhece de verdade se arrepende amargamente da escolha feita? É a impressão que eu tenho com 99,9% das pessoas que me cercam." Meu Deus, há tempos eu queria dizer isso.
    É horrivel acreditar em uma coisa que te dá ânimo e depois descobrir que é tudo mera ilusão.

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