E essa dor não passa, não passa! Dizem, que o tempo cura e apenas cicatrizes ficam, mas esse amor causou-me uma chaga no peito que por vezes sangra. Uma dor incurável. Condenada, pega para o abate. Com a volta da velha rotina - embora pareça mais agitada ainda -, as preocupações realmente parecem amenizar tudo aquilo que passei nas férias, e por vezes consigo me permitir fingir e realmente esquecer que um dia você existiu para mim. Mas como já disse anteriormente, sempre volta... Volta num jorro irrefreável, que por um instante parece inesgotável e só vai embora quando o travesseiro já cansado de lágrimas apaga essa pobre mente meio sã, meio desvairada. Eu ainda me importo. Mesmo que meu orgulho e talvez até meu amor próprio afirmem com certeza de que para seus braços jamais voltarei, por que então dói como se ainda o quisesse? Eu superei tudo o que um dia me foi posto. Só queria saber o que é diferente dessa vez.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
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É, sabemos bem, a cada um nasce uma singular dor, particular, que nos toma o peito e confunde o tempo... uma hora achamos que estamos curados, outra hora, nos vemos com a cicatriz reaberta no peito. E parece que esse amor pulsa como um hematoma, se arrastando, como uma doença. Bem dito por ti. parabéns! ♥
ResponderExcluirAmor? Bom... não sou a pessoa mais aconselhável para falar desse certo sentimento. Eu não o entendo. Acho, que nunca consegui ser boa com sensações. Elas sempre foram doenças para mim.
ResponderExcluirbelas palavras! A paciência é sempre um bom remédio e até à melancolia somos adaptáveis. Acredito que se as coisas não passam com o tempo, é porque já nos adaptamos, ou estamos nesse processo, inconscientemente.
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