domingo, 18 de abril de 2010

Conclusão

Em certo ponto dessa vida eternamente curta, podemos chegar a algumas conclusões, algumas respostas completas, aquelas que esperamos por tanto tempo enquanto juntávamos pedaço por pedaço as partes desse enorme quebra-cabeças. 
Não pertenço à essa terra esquecida por Deus. Depois de tanto tempo ela já deveria se sentir em casa, é o que dizem; mas eu realmente não consigo me encaixar no padrão de vida, no pensamento comum dessa gente irracional. Sabe aquele lugar onde você pinta o cabelo e no dia seguinte todos já estão sabendo e enchendo de fofocas com uma língua pior do que a de uma cobra? Então sabe onde vivo. Não gosto de cidades do interior, não em uma com apenas 80 mil habitantes. Aterrorizante, não? Mas como diria a personagem de Mandy Moore em Um Amor Para Recordar, o problema não é sair daqui, mas sim saber o que fazer em outro lugar. Posso ser qualquer coisa, não é?
Outra coisa que cheguei a uma triste, mas totalmente verdadeira, é a de que o amor para mim só me faz bem de um único jeito: quando tenho aquele amado e  me deixo ser guiada por ele sem me descuidar, como já faço em segredo. As dúvidas que me aparecem no dia a dia ou as lembranças de um amor passado só me fazem cair e me auto-destruir. Não devo, de forma alguma, deixar me levar por simples acontecimentos como ver alguém há muito deixado com outra, mesmo sabendo não sentir nada além de repulsa por tal. 


Mais uma coisa, é a de que não devo desviar do meu propósito, do caminho que sonho para mim, o caminho que sei que tenho que traçar sozinha, sem precisar de mais ninguém. Pois se apenas o que era para ser um sábado a noite com as amigas tornou-se um pesadelo que não me deixa em paz, que aconteceria caso eu desviasse todo dia esse meu caminho para apenas ter dissabores?  Novamente, a auto-destruição.

Sinceramente, eu não sei se essas conclusões no fundo são boas. Porque no tempo que estamos descobrindo tudo, ainda que nos faça em pedaços, nos faz sempre crescer e aprimorar nossos conhecimentos. Quando já temos todas as respostas para viver, essa jornada torna-se mecânica, como se tudo o que fazemos já estivesse planejado há muito tempo, que terá tal reação, que fará eu seguir por ali e assim conseguir aquilo - e na verdade é planejado mesmo. Torna-se tão... Vazio. Eu sei que tenho o amor do meu lado; mas enquanto eu espero esse encontro que  talvez irá demorar anos, vou trocando o óleo e colocando as peças para funcionarem sempre em perfeito estado. Uma máquina humana, eu diria. 
Você tem suas conclusões? Já chegou ao fim? Tenho esperado você dizer que está pronto para um começo de um belo final, de uma vida longe de toda essa superficialidade. 

3 comentários:

  1. Quando chega o fim, vem com ele a ruína de todas as quimeras que construímos durante anos a fio. Nossos mais belos sonhos tornam-se pesadelos horrendos, como que forçando-nos a ver que não passavam de meras ilusões.

    Mas ignore-me. Este é apenas o meu medo da tal Felicidade.

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  2. Não devemos temer a felicidade, Lu. Mas sim, admito que odeio procurá-la, que não busco mais isso. Às vezes, as coisas chegam para nós porque tinham que chegar, sendo boas ou não. (:

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