domingo, 27 de junho de 2010

Encontros e Desencontros

“Quem mandou você passar pelo meu caminho?”
Tudo bem - Luiza Possi

Nunca consegui achar alguém que correspondesse a todos os meus desejos. Amor, dor, alegria, medo. Já que tenho certeza que as palavras ‘dor e medo’ causaram certo questionamento, vou logo explicando; e vocês já não sabem que eu amo a dor? Que o medo não me abandona? Masoquista. Não há outra explicação! E o bom é que esses sentimentos vêm de uma dosagem regulada, sob medida pra mim. Distância. Eu não a suporto! Mas como a amo, como amo o sentimento de saudade, de vontade de querer tê-lo em meus braços.
 Como diria um velho ditado, sempre há um chinelo velho para um pé descalço; ok, eu odeio essa frase, mas acho que é exatamente o que quero dizer, tudo o que quero expressar.
Sem mais rodeios, apenas vim para dizer o quanto é especial para mim, como o valorizo. Não direi seu nome. Sei que você sabe – ao menos deveria -, saber que me dirijo direta e unicamente ao luminoso ser que és. Eu ainda consigo sentir pureza dentro de mim; eu nunca deixei de senti-la, mesmo quando olhando externamente ela parecia a mais falsificada das cópias. E só de pensar que num futuro bem mais próximo do que imaginei poderei sentir o teu abraço! Teu perfume, teu calor.. Ah, só de pensar me sinto extasiada. Quando cruzou o meu caminho, não foi coincidência, não é? Eu sempre soube que és imperfeito, mas perfeito pra mim. Espero, do fundo de minh’alma,que meu amor possa contagiá-lo como a sua presença tão perto e tão longe me contagia. Eu o amo. O admiro. 

sábado, 19 de junho de 2010

Mudança

E quando dei-me por mim, o universo que eu habitava havia transformado-se totalmente. Aquela solidão, o abismo que eu mesma tinha criado e me jogado estava mudado, diferente. Tudo fora substituído por uma rotina exaustiva e uma companhia vinda de longe, mas que conseguiu acalmar meu desesperado coração. Ainda que eu não tenha tempo para outra coisa senão estudar, me sinto em paz. Posso me permitir roubar uns minutos do meu dia pensando em alguém ou simplesmente desfrutando da presença - ainda que distante -, dessa pessoa. A vida segue simples. É o que eu desejei como presente dos 15 anos que fiz a exatamente uma semana, uma vida tranquila, sem grandes surpresas, com um mar de amor. Eu sei que dos que estão próximos eu não conseguiria muita coisa, mas até nisso as coisas melhoraram, cada um no seu canto. Eu gosto da calmaria; tenho paixão pelo silêncio.
Os dias passam como se fossem segundos, e meus problemas não mais me sufocam. Posso até desejar o futuro! Eu espero que os dias continuem tão bons como estão sendo, que eu consiga cumprir todas as minhas metas e realizar meus desejos sem muita dificuldade.

 Não um fogo, mas um leve calor já inunda as minhas veias, soldando e cuidando de meu quase-restaurado coração pulsante.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Una Confusión

Suas frases eu não me esqueci
Me fizeste ver que tinha algo mais
Minhas asas foram arrancadas
Não posso voar, você me feriu em vão

Um furacão que mata
Devagar e me faz sangrar
Tão forte que hoje acaba minha paciência por ti
Meus desejos de viver e me rendo a este sofrer
Não me procure porque eu te, te detesto
E só encontro o que fui pra ti...
Fui só uma confusão

E que sou eu
Seu grande erro
O esquecimento de um velho amor
Uma confusão que você atuou sem pensar
Que por ti eu me apaixonaria e talvez






















Você poderia arruinar minha vida... Você.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Orgulho e Preconceito

Em vão tenho lutado comigo mesma; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu o admiro e amo ardentemente.


domingo, 30 de maio de 2010

Socorro!

Essas vozes que me chamam e falam como agir
monstros envoltos em cascas humanas, quero fugir!
Um rosto sem identidade, por fora uma irrealidade
Alguém há de encontrar uma passagem para a liberdade?


Olhos vendados, sentimento guardado.
Conserte alguém, o meu coração quebrado!
Olhos nos olhos num espelho inquebrável
fundo infinito, vazio inegável


Manchada de minhas próprias lágrimas,
suja de meu próprio sangue
queimada pelo meu incêndio incessável


Encha esses dois buracos com olhos, pois os meus não são meus!
Na procura cega  por um final feliz
Só me resta esperar enfim por um fim aceitável.